quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Gnocchi da fortuna - História do São Pantaleão!


Nhoque da fortuna, Ano bissexto!

Existe uma superstição de todo dia 29 comer um prato de nhoque, maaassss hoje é dia 29 de Fevereiro, o próximo somente daqui a 4 anos então vamos lá, mão na massa, nhoque na boca, moedinha debaixo do prato e pensamentos positivos!
Segundo uma história conta que São Pantaleão, perambulava vestido com trapilhos por um vilarejo na Itália, num dia 29 de dezembro, com muita fome, bateu à porta de uma casa e pediu comida, um casal o recebeu com desconfiança, mas mesmo assim o convidou para sentar-se à mesa. O único alimento que eles tinham era um prato de nhoque que foi dividido igualmente entre os três, sete para cada um. O São Pantaleão comeu, agradeceu por ter sido recebido por eles e se foi. Assim que o mesmo se retirou o casal encontrou debaixo do prato moedas de ouro. A partir daí tornou-se tradição todo dia 29 comer o nhoque da fortuna.
Como comer: coloca-se uma nota, moeda, ouro, qualquer valor debaixo do prato, come-se 7 nhoques de pé, fazendo um pedido a cada abocanhada, ou repete o mesmo pedido, guarda-se o valor até o mês seguinte e BOA SORTE!
Gnocchi de mandioquinha:
400gr de mandioquinha cozida espremida e fria
150gr de farinha de trigo
1 gema de ovo
15gr de manteiga
Cozinhar a mandioquinha, espremer e esperar esfriar, acrescentar a gema de ovo, sal, manteiga e a farinha. Misturar até formar uma massa lisa, fazer rolinhos e cortar em formato de gnocchi. Cozinhar em água até ficar macio e servir com o molho de preferência.
Meus preferidos: Molho de carne seca, molho pesto com tomate cereja e búfala e meu amado e idolatrado molho Pomodoro!
Agora é só fazer, torcer os dedinhos, colocar o dinheirinho e esperar a fortuna!
Bon Apetit a todos!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

”Ela é varrida da superfície da água como se fosse a nata que flutua no leite fervido” - Flor de Sal

Uma iguaria da culinária francesa, pouco conhecida na gastronomia trivial e cotidiana , mas que vale a pena experimentar. É o resultado da combinação harmoniosa da água do mar com o sol e o vento. Seus grãos irregulares de textura  crocante e sabor delicado encanta quem os prova. Usado como condimento na finalização de pratos, o fino ingrediente é produzido artesanalmente pelas mãos cuidadosas dos PALUDIERS, profissionais que, seguindo uma tradição celta milenar, colhem os cristais antes que ele se precipitem nas salinas. Para nossa sorte, há um tempo já está sendo produzido no Brasil, mas especificamente em Mossoró, Rio Grande do Norte. Para produzir 1 kilo da iguaria são necessários 80kilos de sal marinho bruto, devido a sua produção totalmente manual e natural. O salineiro é alimentado pela água do mar que adentra o rio quando a maré enche e é bombeada para grandes piscinas a céus aberto, diferente do sal comum, que é cristalizados e retirado em blocos de 20 centímetros, para ser colhido mecanicamente. A flor de sal é extraída todas as tarde por dois funcionários treinados como paludiers. Na frança a colheita é mais limitada, somente no verão que dura cerca de 3 meses, já aqui, a operação se estende por oito a nove meses. ”Ela é varrida da superfície da água como se fosse a nata que flutua no leite fervido”, justamente por esse contato com a água salgada que torna a flor de sal rica em nutrientes como potássio, magnésio, ferro e cálcio. Quem ainda não provou, vale a experiência!