terça-feira, 31 de julho de 2012


Receita Coalhada Fresca e Seca

2 litros de leite  C

2 colheres de sopa de leite em pó

1 pote de iogurte integral (170gr)



Ferver os 2 litros de leite até quase subir, desligar e deixar a temperatura abaixar até os 40° (ou colocando o dedinho no centro do leite e conseguir suportar o calor por 10 seg.) Retirar a nata que se forma na superfície, numa travessa de tampa (pode ser de plástico) colocar o iogurte, o leite em pó e um pouco de leite, dissolver bem e colocar o restante do leite, mexer bem. Tampar e enrolar a travessa com uma toalha, tecido ou jornal. Guardar em cima da geladeira ou dentro do forno por 12 horas. Passada as 12 horas a coalhada fresca estará pronta.

Coalhada seca: pegar a coalhada fresca e colocar dentro de um saco de pano (tem que ser de uso exclusivo para isso, lavar somente em água) pendurar este saco por 12 horas (ou mais) , até sair todo o soro. E está pronto!

Dicas: caso o leite em pó não dilua bem, passar na peneira até ficar bem lisinho. Temperar com sal e azeite e servir com pão sírio, torrada, bolachinhas .....

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sempre existe um espaço para plantar um temperinho!

Não há nada mais prazeroso que preparar um belo prato usando os temperos plantados e colhidos por nós, mas nem sempre é assim tão fácil, requer um pouco de tempo (não muito) e certas peculiaridades. Abaixo algumas dicas de plantio e cuidados:

Tomate-cereja e pimenta: Para plantar essas delicias o vaso tem que ter um tamanho de no mínimo 20centimetros de altura, após 2 semanas de plantio é necessário prender a muda do tomateiro a uma vareta espetada, quem plantar em alguma cerca amarrar na própria cerca para dar sustentação à planta, reforçar a amarração a cada semana.
Rega e sol: 4horas de sol por dia no mínimo, a rega varia conforme o crescimento da planta, como as mudas tem raiz superficial, exigem pouca água em regas diárias, à medida que a raiz se aprofunda, a quantidade de água aumenta, em regas a cada dois ou três dias.
Colheita: uma vez por mês é possível colher pimentas e tomates maduros, cortando a planta bem próxima aos frutos.
Duração: eles dão frutos por cerca de 3 meses, como tomateiro é mais suscetível a pragas, não crie expectativas, quando uma planta adoece, os especialistas recomendam descarta-la e cultivar outra espécie por alguns meses.
Alecrim: plantar em vasos com pelo menos 30 centímetros de altura.
Rega e sol: uma rega e quatro horas diárias de sol no mínimo. Como acontece com toda planta, o ideal é molhá-la no inicio da manhã, enquanto o solo ainda está frio. No fim da tarde se a terra estiver seca é necessário regá-la novamente, isso provavelmente acontecerá nos dias muito quentes de verão.
Como colher: cortam-se os galhos secundários, nunca o principal.
Duração: pode durar até 10 anos.
Manjericão: os diferentes tipos de manjericão como o miúdo e o roxo, devem ser cultivados em vasos com mais de 25 centímetros de altura.
Regas e sol: quatro horas de sol por dia, pelo menos. A terra deve permanecer úmida, com regas diárias.
Como colher: cortam-se os galhos secundários e as flores devem ser removidas assim que surgirem, senão a planta se degenera.
Duração: 1 ano.
Cebolinha e salsa: podem ser cultivadas individualmente ou compartilhadas em vasos de 20 centímetros de altura.
Regas e sol: 4 horas de sol por dia, pelo menos. A terra deve permanecer úmida com regas diárias.
Como colher: a uma distância de um dedo do solo, ou seja, corta-se o galho inteiro da salsinha, não somente as folhas.
Duração: ao longo de 6 meses pode crescer mais 3 vezes, depois deve ser substituída. A cebolinha rebrota até 4 vezes e deve ser replantada uma vez por ano.
Orégano e tomilho: com características semelhantes podem ser plantados juntos em vasos de 20 centímetros de altura.
Regas e sol: uma rega e quatro horas de sol por dia pelo menos, como as folhas são miudinhas, mostram-se menos resistente ao vento.
Colheita: cortam-se os galhos secundários.
Duração: 1 ano.
Almeirão, Rúcula, Chicória e Alfaces diversas: em jardineiras com mais de 15 centímetros de largura e 20 centímetros de altura. É preciso deixar uma distância de 25 centímetros entre as mudas de almeirão, chicória e alface. A exceção é a rúcula, as sementes são plantadas com intervalos de apenas 2 centímetros. Todas se desenvolvem melhor entre o outono e meados da primavera.
Regas e sol: o sol da manhã é o mais indicado. Como o solo deve estar sempre úmido, mas jamais encharcado, é preciso tocá-lo diariamente: terra seca precisa de rega, úmida não.
Colheita: cerca de um mês após plantio já é possível preparar saladas com verduras da horta. Na colheita, remove-se todo o vegetal, inclusive a raiz. O prazo é o mesmo para a rúcula, mas nesse caso. Corta-se o talo próximo á raiz e ela rebrota uma vez.
Replantio: Basta preencher a terra perdida com a colheita. Mas para reduzir o risco de pragas, deve-se trocar todo o solo a cada quatro replantios.
Frutas no pé: A varanda, o terraço da cobertura ou o quintalzinho cimentado pode se transformar em um pequeno e charmoso pomar. Cultivadas em vasos, algumas arvores frutíferas alcançam entre 1,5 e 2 metros de altura, contando com o vaso, elas podem chegar a 2,5mtros. Além do prazer da fruta colhida no pé, elas dão um colorido natural a esses espaços.
Espécies recomendadas: laranja, limão, pitanga, jabuticaba, romã, acerola, goiaba e amora.
Cultivo: os vasos devem ser maiores de 40 a 60 centímetros de diâmetro e de 50 a 70 centímetros de altura. Como adoram o sol, as plantas devem ficar expostas a alta luminosidade por, no mínimo, quatro horas por dia. Precisam de água três vezes por semana em média.

Além de jardins, jardineiras e vasos, algumas ideias originais e criativas que vi na internet:


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Gnocchi da fortuna - História do São Pantaleão!


Nhoque da fortuna, Ano bissexto!

Existe uma superstição de todo dia 29 comer um prato de nhoque, maaassss hoje é dia 29 de Fevereiro, o próximo somente daqui a 4 anos então vamos lá, mão na massa, nhoque na boca, moedinha debaixo do prato e pensamentos positivos!
Segundo uma história conta que São Pantaleão, perambulava vestido com trapilhos por um vilarejo na Itália, num dia 29 de dezembro, com muita fome, bateu à porta de uma casa e pediu comida, um casal o recebeu com desconfiança, mas mesmo assim o convidou para sentar-se à mesa. O único alimento que eles tinham era um prato de nhoque que foi dividido igualmente entre os três, sete para cada um. O São Pantaleão comeu, agradeceu por ter sido recebido por eles e se foi. Assim que o mesmo se retirou o casal encontrou debaixo do prato moedas de ouro. A partir daí tornou-se tradição todo dia 29 comer o nhoque da fortuna.
Como comer: coloca-se uma nota, moeda, ouro, qualquer valor debaixo do prato, come-se 7 nhoques de pé, fazendo um pedido a cada abocanhada, ou repete o mesmo pedido, guarda-se o valor até o mês seguinte e BOA SORTE!
Gnocchi de mandioquinha:
400gr de mandioquinha cozida espremida e fria
150gr de farinha de trigo
1 gema de ovo
15gr de manteiga
Cozinhar a mandioquinha, espremer e esperar esfriar, acrescentar a gema de ovo, sal, manteiga e a farinha. Misturar até formar uma massa lisa, fazer rolinhos e cortar em formato de gnocchi. Cozinhar em água até ficar macio e servir com o molho de preferência.
Meus preferidos: Molho de carne seca, molho pesto com tomate cereja e búfala e meu amado e idolatrado molho Pomodoro!
Agora é só fazer, torcer os dedinhos, colocar o dinheirinho e esperar a fortuna!
Bon Apetit a todos!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

”Ela é varrida da superfície da água como se fosse a nata que flutua no leite fervido” - Flor de Sal

Uma iguaria da culinária francesa, pouco conhecida na gastronomia trivial e cotidiana , mas que vale a pena experimentar. É o resultado da combinação harmoniosa da água do mar com o sol e o vento. Seus grãos irregulares de textura  crocante e sabor delicado encanta quem os prova. Usado como condimento na finalização de pratos, o fino ingrediente é produzido artesanalmente pelas mãos cuidadosas dos PALUDIERS, profissionais que, seguindo uma tradição celta milenar, colhem os cristais antes que ele se precipitem nas salinas. Para nossa sorte, há um tempo já está sendo produzido no Brasil, mas especificamente em Mossoró, Rio Grande do Norte. Para produzir 1 kilo da iguaria são necessários 80kilos de sal marinho bruto, devido a sua produção totalmente manual e natural. O salineiro é alimentado pela água do mar que adentra o rio quando a maré enche e é bombeada para grandes piscinas a céus aberto, diferente do sal comum, que é cristalizados e retirado em blocos de 20 centímetros, para ser colhido mecanicamente. A flor de sal é extraída todas as tarde por dois funcionários treinados como paludiers. Na frança a colheita é mais limitada, somente no verão que dura cerca de 3 meses, já aqui, a operação se estende por oito a nove meses. ”Ela é varrida da superfície da água como se fosse a nata que flutua no leite fervido”, justamente por esse contato com a água salgada que torna a flor de sal rica em nutrientes como potássio, magnésio, ferro e cálcio. Quem ainda não provou, vale a experiência!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

No frigir do ovos!

Ainda não consegui criar o hábito de escrever no meu blog, na verdade sempre esqueço que ele existe, uma das metas de 2012 é ser mais frequente em minhas publicações, bom mas recebi este texto de autor desconhecido, achei muito interessante a linguagem e resolvi publicar, se alguém souber do dono, me avise assim dou os méritos, que por sinal seriam bem merecidos!!

Pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.

Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas, como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... ). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois, quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
Entendeu o que significa “no frigir dos ovos”?
Autor desconhecido.